Destaque Cultural da Semana – Zefa!
Confira uma entrevista bem humorada com a Zefa e saiba o que ela vai aprontar com seu bloco neste carnaval!
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O carnaval se aproxima, e o Bloco da Zefa promete agitar ainda mais a festa de Rei Momo em Joaçaba e Herval d'Oeste, tornando-se um verdadeiro marco dessa celebração.
O produtor cultural Omar Dimbarre bateu um papo com a Zefa, uma figura carismática e muito querida do interior de Joaçaba. Ela contou com entusiasmo como estão os preparativos para a folia.
“Enton, querrrido Omar Dimbarre, eu sou a Zefa Brendoni Trinton, o pessoal me conhece por Zefa. Sou ali da linha Pitoca, hoje linha Fererinha, e nóis vivemo ali pelos interior. Hoje tomo mais ali no Santa clara, no São Brás, tamo mais por esses lado, viu querrido. Eu gosto de festia, nóis gostemo bastante de fazê fuzarca nas comunidade, e leva alegria.
So de verdade, falo bastante as coisa que tem que sê dita. Sô desquitada, né, querrido!? Nom sei se você acompanhô o meu desquite ali na pandemonia. Não deu mais pa fica co home o dia inteiro em casa. Tenho os fio crescido e tem tomém a Benvinda que foi uma temporona, que veio despois...
Hoje tô num novo relacionamento, com o Filisbino, que é um amor que eu conheci despois. A gente se dá muito bem, mas non semo casado, então não comungo na igreja, porque eu sou uma muipe desquitada. Gostemo de faze bastante assim, de imobliza as pessoas, faze umas coisa assim, devertida, alegre, pa frente, pa as pessoas, ri ser feliz. Ai, por que sabe tem tanta coisa pra se incomoda que sabe, quando a gente pode ser feliz, quirido, a gente é, né.
Enton é ansim mesmo, a gente tá sempre inventado moda, a verdade é essa, a gente nom se pega pá tráis. Somo pior que porquinho de Santo Antônio, tamo sempre em volta.
Esse ano, tomo ali co Broco da Zefa, e vomo leva alegria pas comunidade. Na verdade a zente queria í pá mais comunidade co esse Broco, má tomém a zente tem que sabe até onde as nossa perna alcancem, Entom, essa veiz nóis vomo até Nova Petrópolis e despois, vomo ali no Son Bráis. Ahhh, também vo saí na escola de Samba. Esse ano eu vo pela Vale Samba, que tomo ali, se juntemo, e eu vo saí na ala das baiana e tomo se ajudando nas otras alas, eles ali também tom ajudando nóis, que von com nóis no Nova Petrópolis.
E dali nós vamo fazê uma fuzarca de carnaval, do zeito que a zente gosta, com aquelas marcinha de antigamente, sabe, com umas cumida que nóis gostemo de come e do jeito que a gente gosta de se deverti, bem alegre, com brincadera, concurso, vai tê bastante coisa, vil!? E assim, de non fica parado, que eu non sô uma muié de fica parada. Ando bastante, sabe!? Um poco aqui, um poco acolá, um poco co esse, um poco co aquele. Daí não dá tempo, querrido, né, de ninguém se escomodá cum ninguém, sabe!? Tudo mundo fica filiz, sai na hora certa, que sabe que visita quando é tempo demais non é legal. E nóis tombém movimentemo, que o pessoal do interior tem um monte de coisa legal pá vende, pá mostra, e pá interagi, né querrido!?
Enton, é isso ali... Tomo aqui na lida fazendo as plaquinha, as bandera, banderrola nossa, convidando o pessoal, porque nóis somo desse tipo, sabe!? O ranço passa longe. Tem gente que chega de implora pá gente te ranço. Ma, a zente nom se aspega nisso ali, sabe. Nóis siguimo em frente, e vomo fazê a alegria. Eu co a nona Bairros, vomo tá sábido de manhã do carnaval visitando os carro e vomo entrá ao vivo pelo estragon. Eu e a nona, minha amiga, e a nona tombém vai lá, no carnival ali, do broco da Zefa, vai, vai. E otra coisa, querrido que eu quero te dizê antes que eu esqueça... Querrido, querrido, a cabeça da zente nom tá mais azudando, nom tá lá aquelas coisa. Má ansim querrido, oie, é pa todo mundo i no broco da Zefa, as camiseta nom tem mais como fazê, o pessoal lá da costurera falô – Zefa, nom, nom, nom pego mais. Entom, ansim, quem nom tem a camiseta, vai com a camiseta que tem/. De perferência amarela, que é a cor do nosso abadar, mas ansim, quem nom tem amarela, vai co a camisetinha da sua escola de samba, vai co a camisetinha do seu broco, da liesjho, vai co a camiseta que tem, né, que co esse solão é bom ir co uma camiseta pra se portege do sol.
E a zente pede, quem qué por um chapéu de paia na cabeça, coloque tombém, porque vai tá quente, tá!? È isso ali querrido. Vai sê marcinha de carnaval, samba de antigamente, muita alegria, muita prosa boa, muita coisa boa, que é isso que a zente qué. Se qué coisa ruim, fique em casa. dai nós nem queremo. Um extrucon, querrido!!”
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